Área de pecuária da região diminui por causa da cana

4 04 2008

Produção de álcool ocupa lugar da pecuária no campo

Eliane Borges
Cristiani Mariano

Com o surgimento de novas usinas e o aumento da área de plantio da cana-de-açúcar, a pecuária da região de Presidente Prudente está ameaçada. Segundo o ex-vice-presidente do Sincopetro (Sindicato do Comércio varejista de Derivados de Petróleo do Estado de São Paulo), Lourivalter Gonçalves, “como o preço da terra está alto, é mais rentável utilizá-la para o plantio da cana e deixar a pecuária para os solos mais pobres”.

O frentista Isaias Martins Pereira, afirma que “das pessoas que abastecem no posto onde eu trabalho, 70% optam por álcool”. É o caso do professor de dança, Victor Lira, que diz que “Não troco de carro porque é álcool, mais barato que gasolina”.

O incentivo do governo às exportações, o uso da cana para a fabricação de álcool, açúcar e energia e a utilização dos motores total-flex mostra que o custo-benefício compensa a substituição de outras culturas pelos canaviais. “Em nossa região a agricultura sempre foi fraca. Tentamos a soja e não deu certo. Temos agora a possibilidade de geração de empregos e de legalização das terras do Pontal. Se as queimadas dos canaviais forem substituídas pelas colheitadeiras, como já estão sendo, o meio ambiente tende a ganhar tanto com a diminuição da emissão de dióxido de carbono pelos automóveis, como pelo aumento de oxigênio liberados pelas plantações”, afirma Gonçalves.





Pesquisas sobre cana-de-açúcar favorecem safra na região

13 03 2008

 http://www.revistafatorbrasil.com.br/ver_noticia.php?not=19418

Regiane Moreira Bonfim

Wesley Souza Mendonça

 A Secretaria de Agricultura do Estado de São Paulo realiza uma pesquisa para descobrir a variedade de cana-de-açúcar para identificar o tipo mais resistente à seca e à acidez do solo. O objetivo é melhorar a produção, eficácia da irrigação e diminuir a aplicação de corretivos sobre o solo. A experiência será realizada na casa da vegetação da APTA (Agência Paulista de Tecnologia em Agronegócios), pólo de Jaú. Serão realizadas três simulações. A primeira submeterá a planta ao solo ácido e com pouca irrigação, a segunda colocará a planta sob condições amenas e por fim, a terceira, que será um solo adequado e com correta irrigação. A pesquisa é resultado de uma tese de doutorado de Samira Domingues Carlin, pela Unesp de Jaboticabal,  em parceria com a APTA. 

Um novo sistema de irrigação também foi trazido pela secretaria para aumentar a produtividade da cana. É uma rede de tubos e mangueiras que consegue alcançar as raízes da planta e resolve o problema de déficit de água na lavoura. A aplicação dessa tecnologia trouxe aos pesquisadores uma safra de 130 toneladas de cana, 30 a mais que no ano passado, quando os produtores dependiam da chuva. 

A APTA é um órgão pertencente à Secretaria de Agricultura criada em 2001. Tem o objetivo de gerar, difundir e transferir conhecimentos científicos para ajudar na sustentabilidade e desenvolvimento do agronegócio regional. É distribuída em 15 pólos espalhados por todo o estado de São Paulo. O pólo da Alta Sorocabana cobre Presidente Prudente e 32 municípios da região. A agência trabalha em parceria com faculdades como USP, UEL , Unoeste, Unesp, Universidade Federal de Lavras, Centro Paula Souza, iniciativas privadas e Ceagesp (Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo). 

Mais informações no site da APTA: http://www.apta.sp.gov.br/polos