Eliane Borges
Cristiani Mariano
Com o surgimento de novas usinas e o aumento da área de plantio da cana-de-açúcar, a pecuária da região de Presidente Prudente está ameaçada. Segundo o ex-vice-presidente do Sincopetro (Sindicato do Comércio varejista de Derivados de Petróleo do Estado de São Paulo), Lourivalter Gonçalves, “como o preço da terra está alto, é mais rentável utilizá-la para o plantio da cana e deixar a pecuária para os solos mais pobres”.
O frentista Isaias Martins Pereira, afirma que “das pessoas que abastecem no posto onde eu trabalho, 70% optam por álcool”. É o caso do professor de dança, Victor Lira, que diz que “Não troco de carro porque é álcool, mais barato que gasolina”.
O incentivo do governo às exportações, o uso da cana para a fabricação de álcool, açúcar e energia e a utilização dos motores total-flex mostra que o custo-benefício compensa a substituição de outras culturas pelos canaviais. “Em nossa região a agricultura sempre foi fraca. Tentamos a soja e não deu certo. Temos agora a possibilidade de geração de empregos e de legalização das terras do Pontal. Se as queimadas dos canaviais forem substituídas pelas colheitadeiras, como já estão sendo, o meio ambiente tende a ganhar tanto com a diminuição da emissão de dióxido de carbono pelos automóveis, como pelo aumento de oxigênio liberados pelas plantações”, afirma Gonçalves.