Celular ganha espaço entre crianças

4 04 2008

bar-estacao-final-070.jpgbar-estacao-final-067.jpgDébora com o vendedor André

Beth Galindo
Natacha Dominato
Valmira Moreira

Com objetivo de facilitar a comunicação, o celular ganha espaço em uma área que antes era dominada por bonecas e carrinhos. O aparelho é visto como objeto de desejo entre as crianças, que julgam ser fundamental ter um. “Estou no meu segundo celular, mas ganhei o meu primeiro com sete anos. Troquei por outro porque os novos têm mais recursos”, diz Paulo Henrique Sholl da Silva, oito anos.

Considerado um público exigente e ‘antenado’, as crianças buscam o que há de novidade no mercado. “Muitas vezes eles nem sabem para que servem determinados recursos, no entanto, querem o que há de melhor e diferente. Já os pais buscam preços e facilidades nos planos”, revela o vendedor André Luis Pereira.

Os pais dizem que com o celular houve uma mudança no comportamento das crianças. “Com o celular minha filha ficou mais independente e ao mesmo tempo ficou fácil de saber onde ela está e com quem”, comenta Amélia Tonimoto mãe da Débora Tonimoto.





Remédios ficam mais caro em todo país

4 04 2008

Novos preços a partir do meio de abril

Dalton Mello
Mônica Duran

Os brasileiros ainda podem comprar remédios mais baratos. O reajuste do preço de medicamentos foi adiado e só deve acontecer entre os dias 10 e 15 deste mês, segundo a assessoria de Imprensa da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A alta será em média de 3,18% e foi definida conforme o nível de competição no mercado, de acordo com o grau de participação dos genéricos nas vendas.

Segundo a coordenadora do Conselho Regional de Farmácia de Presidente Prudente, Cecília Leico Shimoda, a alta nos preços irá atingir principalmente os antiinflamatórios, anticoncepcionais, analgésicos, remédios para diabetes e hipertensão. Shimoda ressalta também, que os consumidores podem buscar outras opções, como as Farmácias Populares ou as Unidades Básicas de Saúde.

Os fabricantes deverão respeitar os reajustes de preços para os três níveis diferentes de medicamentos – de 4,61%, 3,56% e 2,52%. No nível um, estão os remédios em que os genéricos representam 20% ou mais no mercado, como os antibióticos. Já o nível dois, representa os medicamentos que participaram de 15% a 20%, como por exemplo, os colírios e injetáveis. No terceiro nível ficam os remédios que os genéricos representam abaixo de 15%.





Área de pecuária da região diminui por causa da cana

4 04 2008

Produção de álcool ocupa lugar da pecuária no campo

Eliane Borges
Cristiani Mariano

Com o surgimento de novas usinas e o aumento da área de plantio da cana-de-açúcar, a pecuária da região de Presidente Prudente está ameaçada. Segundo o ex-vice-presidente do Sincopetro (Sindicato do Comércio varejista de Derivados de Petróleo do Estado de São Paulo), Lourivalter Gonçalves, “como o preço da terra está alto, é mais rentável utilizá-la para o plantio da cana e deixar a pecuária para os solos mais pobres”.

O frentista Isaias Martins Pereira, afirma que “das pessoas que abastecem no posto onde eu trabalho, 70% optam por álcool”. É o caso do professor de dança, Victor Lira, que diz que “Não troco de carro porque é álcool, mais barato que gasolina”.

O incentivo do governo às exportações, o uso da cana para a fabricação de álcool, açúcar e energia e a utilização dos motores total-flex mostra que o custo-benefício compensa a substituição de outras culturas pelos canaviais. “Em nossa região a agricultura sempre foi fraca. Tentamos a soja e não deu certo. Temos agora a possibilidade de geração de empregos e de legalização das terras do Pontal. Se as queimadas dos canaviais forem substituídas pelas colheitadeiras, como já estão sendo, o meio ambiente tende a ganhar tanto com a diminuição da emissão de dióxido de carbono pelos automóveis, como pelo aumento de oxigênio liberados pelas plantações”, afirma Gonçalves.