Patrimônios não tombados podem apagar história de Prudente

25 03 2008

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Regiane Moreira Bonfim
Wesley Souza Mendonça


Idosos, adultos, jovens e crianças, pessoas de todas as idades levam na memória lembranças de fatos, lugares, pessoas. Cenários que guardam a história de um povo e representam uma comunidade, são os patrimônios naturais. As Cataratas do Iguaçu, a Mata Atlântica são exemplos de patrimônios naturais nacionais e mundiais. Em Presidente Prudente, também há muitos patrimônios naturais, porém poucos foram tombados e quase nenhum é preservado. Risco não só ambiental, mas também para a memória dos prudentinos que podem perder a identidade e o verde da cidade. O poder público, que possui o decreto para o tombamento de um patrimônio natural, só o faz quando de alguma forma é necessário.

A história de Prudente é contada por cada nascente de rio, cada árvore, presente nos 90 anos da cidade. Segundo levantamento da ONG “Tudo Verde”, muito já existia quando os tropeiros chegaram à cidade. As árvores indicavam o caminho para aqueles que vinham do Mato Grosso do Sul e vendiam suas mudas em Sorocaba. As plantas eram  colocadas nas margens dos cursos de água.

A maioria delas Figueiras, que hoje podem ser encontradas no Parque do Povo, ponto de lazer do município. Outra árvore encontrada por aqui é a Pau D’alho, muito curiosa, por sinal. Quando chove, essa planta exala cheiro de alho. Reza a lenda que onde ela nasce é lugar de terra boa e fértil. Tão famosa em Prudente, que no final dos anos 70, o então prefeito Paulo Constantino decretou que seria símbolo da cidade. Rara e exótica é a Paineira Vermelha, pois floresce no inverno, ela com beleza e formosura retrata um pouco da vida prudentina, esta espécie fica na rotatória do museu.


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